PORTUGUÊS


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JOSÉ SARAMAGO

José Saramago morreu ontem ,18 de Junho, aos 87 anos de idade, após uma prolongada doença, em Lançarote. Um avião do Estado português transportará o corpo para Lisboa. O corpo do escritor será cremado e as cinzas ficarão em Portugal.

Mais ou menos estas são as primeiras linhas da notícia que anuncia a morte do escritor. “Desaparece um enorme escritor universal”, -se num diário. Desaparece o escritor, mas permanece a sua obra, uma obra imensa, não só enquanto à

quantidade mas também e sobretodo enquanto à qualidade: escreveu poesia e romances, mas também peças teatrais. É conhecido no mundo nomeadamente pela sua labor de  romancista. Levantado do Chão (1980), Memorial do Convento (1982), História do Cerco de Lisboa (1982), O Ano da Morte de Ricardo Reis (1986), A Jangada de Pedra (1986), O Evangelho Segundo Jesús Cristo (1991), Ensaio sobre a Cegueira (1995), Todos os Nomes (1997) e Caim (2009) são alguns dos romances escritos por ele. O seu trabalho foi reconhecido com o Prémio Camões, distinção máxima oferecida aos escritores de língua portuguesa, e com o Prémio Nobel de Literatura em 1998, o primeiro concedido a um escritor de língua portuguesa.

Não só permanece a obra do escritor, também está presente o seu exemplo de pessoa comprometida com o tempo que lhe tocou viver.  A sua militância no PCP levou-lhe a lutar contra as injustiças e contra a dictadura no seu país. E contra a mentira e os enganos dum sistema capitalista que tem tudo sob controle. Mas também defendeu  a causa do povo palestiniano, o que fez que fosse acussado de anti-semitismo. Não é anedótico que escrevesse em defensa do juíz Garzón quando este foi processado pela Audiencia Nacional espanhola. Foram sem dúvida as opiniões sobre a Igreja Católica (referiou-se ele a esta como “fascista com frequência, porque ela não aceitava o seu direito de  liberdade religiosa e de liberdade de expressão) e a interpretação que fez da Bíblia (“um manual de maus costumes”) o que lhe atraiu as críticas dos sectores mais conservadores de Portugal. A reacção de estes sectores quando publicou o Evangelho Segundo Jesús Cristo obrigou-o a auto-exilarse em Lançarote. Agora, após a sua morte,  o Vaticano, pelo seu diário oficial, o Observatore Romano, lançou, como se fosse uma celebração da sua morte, duras descalificações contra o escritor. Mais uma prova da atitude compassiva e caritativa da Igreja Católica.

Porém ninguém se engane: Saramago não era uma pessoa amargurada; ao contrário, foi  profundamente vitalista. Não podia ser de outra maneira tendo conhecido uns avós como os estes.

“Foi só muitos anos depois, quando o meu avô já se tinha ido deste mundo e eu era um homem feito, que vim a compreender que a avó, afinal, também acreditava em sonhos. Outra coisa não poderia significar que, estando ela sentada, uma noite, à porta da sua pobre casa, onde então vivia sozinha, a olhar as estrelas maiores e menores por cima da sua cabeça, tivesse dito estas palavras: “O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer”. Não disse medo de morrer, disse pena de morrer, como se a vida de pesado e contínuo trabalho que tinha sido a sua estivesse, naquele momento quase final, a receber a graça de uma suprema e derradeira despedida, a consolação da beleza revelada. Estava sentada à porta de uma casa como não creio que tenha havido alguma outra no mundo porque nela viveu gente capaz de dormir com porcos como se fossem os seus próprias filhos, gente que tinha pena de ir-se da vida só porque o mundo era bonito, gente, e este foi o meu avô Jerónimo, pastor e contador de histórias, que, ao pressentir que a morte o vinha buscar, foi despedir-se das árvores do seu quintal, uma por uma, abraçando-se a elas e chorando porque sabia que não as tornaria a ver”. (Discurso perante a Real Academia Sueca que lhe concedeu o Prémio Nobel de Literatura).

Hoje viajará a Lisboa. Amanhã será cremado e as cinzas ficarão em Portugal (uma parte também em Lanzarote). Mas a su voz continuará a ouvir-se em todo o mundo.

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POEMAS PARA O 5  DE JUNHO

O dia 5 de junho é lembrado em todos os países como o Dia Mundial do Meio Ambiente, desde que a Organização das Nações Unidas , em 1972, realizou a sua primeira conferência sobre o tema: a Conferência sobre o Ambiente Humano, conhecida como Conferência de Estocolmo. O dia ou a semana em torno de 5 de junho é usada por muitas pessoas e organizações para celebrar o milagre da Vida, a beleza da Natureza, e ao mesmo tempo alertar sobre os riscos à própria sobrevivência do ser humano se o ambiente continuar a ser degradado, poluído, desrespeitado, visto como obstáculo aos nossos desejos.

Celebrado de várias maneiras (paradas e concertos, competições ciclísticas ou até mesmo lançamentos de campanhas de limpeza nas cidades, ou plantio de árvores), esse dia é aproveitado em todo o mundo para chamar a atenção política para os problemas e para a necessidade urgente de ações.

Alguns, como a Embaixadora da Boa Vontade do PNUMA, Gisele Bündchen, e participantes ativos do Dia Mundial do Meio Ambiente, convidam todos para celebrar esse día ( http://www.youtube.com/watch?v=_-No59bvGdc )

Se há assunto que consegue igualar todas as pessoas nesse planeta é a questão  ambiental:o que acontece de um lado, para bem ou para mal, vai sempre afetar o outro! Vamos aproveitar este dia para listar quanta ações podemos fazer par colaborar na preservação do meio ambiente. Se todo mundo fizer um pouquinho, podemos contribuir um montão para o mundo!

(http://www.smartkids.com.br/datas-comemorativas/5-junho-dia-mundial-do-meio-ambiente.html ).

Nós queremos participar neste dia com o plantio dalguns poemas. Se nós conservarmos a natureza, haverá num futuro poetas que poderam escrever coisas como estas:

AS ÁRVORES

Eu espero, sim, que essas árvores cresçam. Adormeço com elas todas as noites, embalado pela sua sombra. Lembro-as de memória, sobre a relva verde. Lembro as suas folhas, caindo de noite. Mesmo as que ainda não vi, eu espero que cresçam, que me esperem, que me abriguem nesse dia em que mais precisarei delas, ouvindo o ruído do mar não muito longe. Tenho, a cada minuto, saudades dessas árvores. Francisco José Viegas

Escrever um livro, Criar um filho, Plantar uma árvore

Escrevi um livro.
Quantos anos a sonhá-lo,
a rascunhá-lo nas mesas dos cafés,
a escrevê-lo nos intervalos do emprego,
a vivê-lo,
a sofrê-lo,
na província, nas cidades…!

Criei um filho.
Tanta alegria no meu coração!

Só ainda não plantei uma árvore.
O frágil caule como protegê-lo?
Como não deixar que os bichos
Maculem as pequeninas folhas?
E como dialogar com uma árvore-menina?

Agora vai sendo tempo.
Os anos já me pesam.
Amanhã vou plantar uma árbore.

Saúl Dias

PLANTAR UMA FLORESTA

Quem planta uma floresta

planta uma festa.

Planta a música e os ninhos,
faz saltar os coelhinhos.

Planta o verde vertical,
verte o verde,
vário verde vegetal.

Planta o perfume
das seivas e flores,
solta borboletas de todas as cores.

Planta abelhas, planta pinhões
e os piqueniques das excursões. …)

Planta um pião

Na mão de uma criança:

A floresta ri, rodopia e avança.

Luísa Ducla Soares

PORTUGUÊS – 2º E.S.O.

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MOMENTO INESQUECÍVEL

de Nicolas Sparks

Landon Carter era um jovem como todos os de sua idade, irreverente, rebelde e revoltado contra tudo e todos os que o envolviam. Por seu  lado, Jamie Sultivan era filha do padre da igreja local, orfã de mãe desde pequena e bastante crente em Deus ( ¨os desígnios do senhor¨ era a sua frase favorita).

Sendo a imagem da inocencia e bondade, apaixonada por Landom desde a escola primária, apenas seu pai e ela sabiam que sofria de leucemia em fase terminal.

Ambos viviam em Beaufort, Carolina do Sul, Estados Unidos da América, uma vila solarenta e cujas pessoas eram felizes e amáveis para com todos os demais.

Quando os seus destinos se cruzaram, após Landom convidar Jamie para o baile de finalistas, a vida de Landom sofre uma enorme mudança. Este, em principio, tenta evitar a aproximação e a amizade que Jamie tenta alcançar; sente vergonha da rapariga.

Finalmente, após contracenarem juntos na peça de natal do liceu,¨O Canto de Natal¨, escrito pelo pai de Jamie, Landom apercebe-se que ela é especial e começa a mudar a sua visão do mundo. Contudo, após o Natal, Jamie piora e acaba por confessar a Landom que está muito doente, não lhe restando muito tempo de vida.

Isto faz com que ele se aperceba que também está apaixonado por ela e o deixa de rastos.

Será que os sentimentos dele são mesmo sinceros ou apenas se trata de pena? Terá este amor força suficiente para curar Jamie? Afinal haverá milagres?

Este livro mostra-nos duas visões de vida, que são opostas entre si, rebeldia versus inocência, e que ao cruzarem se podem alterar mutuamente.Os jovens descritos são banais e podemos identificarmo-nos com os dois. Jamie por su lado, na  luta contra a leucemia de que sofre, a sua coragem e persistência face aos obstáculos, é encorajadora para outros jovens que sofram desta doença para que não baixem os braços e desistam de se curar.

No final do livro, após o casamento dos dois jovens e de Jamie piorar, com o amor e cuidado de toda a vila, o autor demonstra-nos que a cura pode ser possível e os milagres podem tornar-se realidade.

Nicolas Sparks é um autor bastante conhecido internacionalmente, tendo escrito vários livros como ¨ Caderno Diário¨, ¨As palavras que nunca te direi¨ e ¨O Diário da nossa paixao¨. Este livro foi adaptado para realizar varios filmes, um dos quais com o nome de ¨A Walk to Remember¨.

Susana Dias 4º ESO D

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A história de Pedro Sem

e mais outras historias

“Habitualmente, as histórias começam  por “era uma vez”, mas não vale a pena, só para manter o costume, fazer sempre a mesma coisa. E como nem tenho a certeza disto que le lhes vou narrar ter contecido…” Assim começa o livro A história de Pedro Sem, uma lenda  portuense sobre um homem misterioso e malvado. Mas não é este o único livro que conta histórias daqueles não há certeza de “terem contecido”; há outros: Contos da Mata dos Medos, A cidade dos Ovos-Moles, Ardina, a moura que morreu por amor… São estes alguns dos livros ilustrados que cairam do céu dentro dum pacote: un presente do Gabinete de Iniciativas Transfronterizas para a nossa biblioteca.

E para que estas lendas não se sentissem sós, vieram acompanhadas por mais outras aventuras: uma viagem  pelo interior de África en busca das riquezas  e os mistérios ocultos (No coração de África misteriosa), onde se conta que os primeiros que se atreveram a fazer explorações foram portugueses. Como português foi o navegante que descobriu o caminho marítimo para a Índia (Vasco de Gama).

Mas há outras histórias escondidas no fundo do pacote: aventuras, cheias de mistério e  intriga, que vivem um grupo de rapazes e os seus cães em diversos lugares da geografia portuguesa (Uma aventura em Lisboa, Uma aventura no palácio da Pena, Uma aventura no Ribatejo).

Não podia faltar um comic sobre Camões, um áudio-livro com poemas de Pessoa, un livrinho sobre Eça de Queirós, uma História de Lisboa, uma gramática e um dicionário. Também – Que boa mistura!- um livro de Matemáticas dirigido aos meninos.

E um livro (O livro activo) que fala dum livro que está fechado numa estante, mas como era inconformado decidiu saír fora da estante e voar fora da casa, para ficar ao lado dum menino que chorava porque não tinha com quem brincar. De certo que todos sabem já quem foi o amigo que brincou com ele.

Boa leitura!

Eleazar de la Fuente Arranz

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uma  palavra

uma frase

um poema

um livro

UMA PALAVRA

UMA FRASE

UM POEMA

UM LIVRO

Rilke, o grande poeta alemão, inspirou-se para escrever um dos seus poemas  no quadro de Picasso Família de Saltimbancos. Trata-se da quinta elegia do livro Elegias de Duíno. Nela fala-se da existência humana e conclui-se com uma imagem muito impactante: os amantes são os verdadeiros artistas do circo nesta vida e merecem o aplauso  e as moedas de um público de mortos, porque triunfam sobre a alienação e o sentido comum.

PICASSO  Família de saltimbancos     

Então, qual é a palavra que motivou a escrita deste breve texto? Estamos a falar de amor. Esta é a palavra que os alunos de português da nossa escola pesquiseram na internet com motivo do Dia dos namorados. Não imaginam os milhões de páginas Web onde aparece escrita. Façam a prova. Mas é esta –perguntaram alguns- a palavra  que pronunciam esses amantes, artistas do circo da vida, dos quais falámos antes, ou é mais uma palavra desgastada, que tem perdido o verdadeiro significado?

O mehor era ficar no campo dos poetas. Lemos o que disseram os grandes autores quando abordaram esse tema e escolhemos uma frase do escritor brasileiro Carlos Drumond de Andrade:

Há vários motivos para não se amar uma pessoa e um só para amá-la.

E ao seguir com os poetas que escrevem sobre o amor encontramo-nos com Almeida Garret, António Nobre, José Régio, Fernando Pessoa, Carlos Drumond de Andrade, Cecília Meireles, Eugénio de Andrade… Não há dúvida de que todos tiveram um motivo para escrever poemas de amor, como também o tiveram, um só, para amar. Lejam alguns deles:

Enquanto não superarmos

a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.

Fernando Pessoa

Quase Nada

O amor
é uma ave a tremer
nas mãos de uma criança.
Serve-se de palavras
por ignorar
que as manhãs mais limpas
não têm voz.

Eugénio de Andrade


Finalmente, o livro escolhido tinha de contar uma história de amantes, verdadeiros artistas do  circo da vida que lutam  por conseguir o que mais desejam e que, a pesar de morrer, triunfam sobre a mediocridade dum “publico de mortos”. Por isso, decidimo-nos por Amor de perdição, romance de Camilo Castelo Branco, onde se relata o choque romântico entre os representantes de duas gerações, a dos pais que se odeiam – Tadeu de Albuquerque e Domingos Botelho – e se orgulham dos seus pergaminhos genealógicos, e a do jovem casal – Teresa e Simão – que intensamente se amam e que desejam apenas liberdade de movimentos para realizar os legítimos anseios de partilhar as suas vidas. Por causa da  oposição paterna, desencadeia-se uma luta tenaz e sem tréguas. Os jovens apostam na sua determinação e nos direitos do coração; os seus pais,  na força das instituições. A intriga conclui-se numa tragédia ao modo de Romeu e Julieta.

PORTUGUÊS-2º E.S.O.

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